| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Procellariiformes |
| Família: | Diomedeidae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | D. exulans |
Também chamado de albatroz-errante e albatroz-viageiro, o albatroz-gigante (Diomedea exulans) é uma ave procellariiforme da família Diomedeidae que ocorre na maior parte do oceano austral.
Na revisão da lista de aves do Brasil de 2021 pelo CBRO, o nome vernáculo desta espécie foi alterado para albatroz-errante.
Seu nome científico significa: de Diomedea = referente a Diomedes, guerreiro da Etólia; e do (latim) exsulare = exilado; exulans = vagando, viajando. ⇒ Ave viajante.
Mede 120 cm; os machos pesam entre 8,2 e 11,9 kg, enquanto as fêmeas pesam entre 6,0 e 8,0 kg, chegando até 11 kg. A envergadura é maior nos machos e pode ser entre 2,5 até 3,5 m. Grande bico amarelo ou rosado; as narinas abrem para cima. Plumagem branca com a ponta das asas negras. Os filhotes são quase totalmente marrons ao deixarem o ninho, mas com a idade adquirem a plumagem branca e cinzenta, sendo machos mais brancos que as fêmeas. É a ave viva de maior envergadura (até 3,50 m).
Apresenta 4 subespécies:
Observação: A subespécie Diomedea aexulans dabbenena foi considerada recentemente uma espécie distinta, com o nome Diomedea dabbenena (albatroz-de-tristão).
Forrageia no talude ou fora da plataforma continental, onde captura presas principalmente na superfície do mar, dada a limitada capacidade de submergir. Alimenta-se principalmente de lulas (35% da massa consumida pelos filhotes) e peixes (45%), mas também podem consumir carniça (como mamíferos marinhos mortos), característica que a distingue como uma ave saprófaga oportunista; tunicados, águas-vivas e crustáceos. A maior parte do alimento é obtida durante o dia, embora possa procurar comida durante as noites, onde é visto boiando ao sabor das ondas, para capturar peixes, moluscos e crustáceos na superfície do mar.
Nidifica em ilhas subantárticas em colônias dispersas, com posturas que ocorrem entre dezembro e fevereiro e que resultam num único ovo. A incubação, partilhada por ambos os pais, dura cerca de 11 semanas e o filhote resultante leva 40 semanas para deixar o ninho (entre novembro e fevereiro). O período reprodutivo é longo (55 semanas) e bianual. Os albatrozes-errantes têm uma expectativa de vida elevada de 30 a 40 anos e é provável que alguns indivíduos cheguem os 80 anos de idade. Consequentemente, os machos e fêmeas começam a se reproduzir relativamente tarde, com cerca de 9-11 anos (Carboneras, 1992).
Vive na maior parte do oceano austral, das margens do gelo que circunda a Antártica até o Trópico de Capricórnio. Pode atingir em voo 160 km/h. Acompanha navios na plataforma continental, por vezes sendo vítima de espinhéis em barcos de pesca de atum. É muito dificil ele pisar em terra firme, já que é aquatico, ficando a maior parte do tempo no mar, inclusive dormindo no mar; no período reprodutivo vai para terra firme.
Pelágico, tem distribuição circumpolar entre 25 e 60 graus até o trópico de Capricórnio, raramente chegando até o Rio de Janeiro. Encontra-se acidentalmente na costa brasileira.
Status de conservação: VU ( IUCN ); Apêndice II da Convenção de Espécies Migratórias (CMS ).